MADRUGADA DE QUARTA

Imagem retirada de:regressaami.blogs.sapo.pt
Denison Rafael Pereira da Silva
A lucidez do ser invade a realidade da vida. Pessoas acordadas, assistindo Jô Soares onze e meia que passa as doze e meia, refletem sobre o nada, o vácuo e o lugar nenhum. Muitos dormem, outros não. Música, choro, silêncio, grito, espanto e pessoas sorrindo. Comercial de xampu e mulheres bonitas no silêncio da madrugada. Computador ligado, orkut, msn e bate-papo. Crítica ao Lula com sártira jocosa. Revista em quadrinhos e uma Bíblia na escrivanhia. Escova de dente e cabelos molhados.
Apenas um pinho d'água.
(...)
O PRÓXIMO FELAA SERÁ NO PERU.
FIQUE AGORA COM ESSA IMAGEM:

CUZCO, PERU.
IMAGEM RETIRADA DE: daniel.haxx.se/.../
O QUE VOCÊ É?

Denison Rafael Pereira da Silva
Sempre que você perguntar a alguém se ela sabe responder: Quem ela é? Ou o que ela é? A pessoa vai dizer que sim. Daí você diz: “Então me responda!: Quem você é?”...quando vier algo tão imperativo assim você não conseguirá responder até olhar e observar bem o outro, seu próximo. Você passará a refletir da seguinte forma: “eu não sou como esse, eu não sou como aquele”, até se encontrar.
Na semana passada, do dia 22 ao dia 28, aprendi muitas coisas, me encontrei, me perdi e me achei novamente, conheci pessoas, fiz amizades momentâneas, fiz amizades que se perpetuarão, me encontrei mais uma vez, me perdi, quebrei paradigmas, percebi o eu, percebi o outro, fui estrangeiro, fui nacional, não fui nada...
Mas por que só semana passada que tudo isso ocorreu? Simplesmente porque foi à semana que ocorrera o Fórum Estudantil Latino-americano de Antropologia e Arqueologia.
Nesse fórum haviam pessoas do México, Peru, Venezuela, São Paulo, Amazonas, Argentina, Republica Dominicana, e muitos outros. Foi muito dez. Pessoas iguais em si e diferente por ti. Culturas diferentes e uma realidade “verdadeira” num só espaço, não na América Latina em si, mas no próprio Brasil.
Fui estrangeiro no meu próprio país. Convive com o outro, me percebi. Vi que eu não sou chileno por que não faço o que o chileno faz, mas sou latino-americano. Não sou venezuelano e muito menos mexicano. Mas fui eu mesmo: terrestre, americano, brasileiro, roraimense, boa vistense, Denison, estudante de Ciências Sociais, homem e evangélico.
Olhei as pessoas, rir, brinquei, briguei, votei, gritei e fui feliz. Me senti mais um na multidão e a multidão se sentiu só no meu país. Contradições, festas, alegrias, desesperos, decepções e uma ciência em construção.
(...)
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